Reencontro Histórico: Projeto Tamar Registra Desova de Tartaruga Após 37 Anos

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O Projeto Tamar, fundado em 1980, tem se destacado na conservação marinha, com ênfase na proteção de tartarugas ameaçadas de extinção. Uma de suas principais iniciativas envolve o monitoramento contínuo das fêmeas durante o período reprodutivo, que são marcadas individualmente para facilitar o acompanhamento ao longo de suas vidas. Este trabalho meticuloso permitiu um reencontro notável ao final de 2025.

Desova Histórica no Espírito Santo

Em 1988, o Projeto Tamar registrou a desova de uma tartaruga na Praia de Povoação, localizada em Linhares, Espírito Santo. Após 37 anos, a mesma fêmea foi novamente observada no mesmo local, demonstrando um comportamento reprodutivo contínuo. Essa recaptura é considerada o registro mais longo do Brasil, de acordo com a instituição.

A Importância do Monitoramento

O reencontro, que ocorreu em dezembro durante um monitoramento noturno, revelou que a tartaruga em questão é uma fêmea da espécie Caretta caretta, conhecida como tartaruga-cabeçuda. A equipe do Projeto Tamar já havia registrado a tartaruga em outras seis ocasiões, todas relacionadas à sua atividade de desova na mesma região. O último encontro antes deste ocorreu em 2019.

Identificação e Acompanhamento

A identificação dessa tartaruga foi possível graças a uma pequena peça de inox aplicada em suas nadadeiras posteriores durante o primeiro registro. Essa marcação, que segue um protocolo oficial autorizado pelo Governo Federal, contém um código único que permite o rastreamento do histórico do animal sempre que é recapturado. Esse tipo de monitoramento é essencial para entender a longevidade reprodutiva e as taxas de sobrevivência das tartarugas marinhas.

Expectativas Futuras

Com uma estimativa de pelo menos 60 anos, a tartaruga-cabeçuda pode ter desovado acompanhada de algumas de suas netas, o que lhe rendeu o carinhoso apelido de ‘vovó’ nas redes sociais. A equipe do Projeto Tamar expressou otimismo em reencontrá-la novamente nas próximas temporadas de desova, ampliando ainda mais o legado de preservação dessa espécie.

Conclusão

O reencontro da tartaruga-cabeçuda após 37 anos é um marco significativo para o Projeto Tamar e para a conservação marinha no Brasil. Esse feito não apenas destaca a importância das iniciativas de monitoramento e preservação, como também reforça a necessidade de continuar investindo na proteção das tartarugas e de seus habitats naturais, garantindo que futuras gerações possam testemunhar a beleza e a vitalidade dessas criaturas majestosas.

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Fonte: https://nautica.com.br